ROWLAND, Laura Joh. Shinju – traição e mistério no Japão dos xoguns. São Paulo: Editora Best Seller, 1994.
Shinju é meu primeiro romance policial oriental e foi “consumido” em exatos dois dias. O bom ritmo empregado por Rowland e a ânsia em chegar ao desfecho do mistério me auxiliaram nessa empreitada, fazendo com que as 394 páginas fossem muito bem aproveitadas.
O livro é ambientado no Japão e começa com a morte de duas pessoas: um artista, sem grande relevância na sociedade – Noriyoshi; e a filha de um dos mais importantes líderes da cidade – Niu Yukiko. Tudo leva a crer que o casal cometeu shinju (um ritual suicida comum entre os amantes impedidos, por suas famílias, de viverem juntos), porém um mistério muito maior ronda esse crime.
É quando entra na história um samurai, Sano Ichio, que graças a uma boa influência de seu pai, ganhou como padrinho um dos mais importantes samurais da região. Seu padrinho lhe deu um cargo importante da cidade. A partir desse momento, o samurai Sano Ichio passou a ser o Yoriki Sano-san (uma espécie de delegado regional).
A burocracia do novo cargo contrastava com a vida que levava anteriormente como pesquisador e professor de História e seus dias atrás de uma mesa de escritório eram demasiados sofridos para ele. Desta forma, o novo yoriki decidiu ir a campo para “sentir-se vivo”. Esta atiitude irritou seu superior (Ogyu) e tornou sua presença ainda mais incomoda para os demais yorikis que tinham seus cargos passados de pai para filho e não admitam um simples samurai se igualar a eles.
Como punição para seu comportamento indisciplinado, Ogyu encarregou Sano de cuidar da parte burocrática do shinju que acabara de acontecer, foi quando sua vida se transformou por completo.
Deste momento em diante o samurai começa uma severa investigação sobre o shinju e, com a ajuda do médico legista do presídio onde se encontrava o corpo de Noriyoshi, descobre que o mesmo foi assassinado. Sano decidi conversar com a Sra. Niu – madrasta de Yukiko- e fica desconfiado por seu comportamento, principalmente após conhecer seu filho – Niu Masahito.
Desconfiado de quem poderia ter cometido os assassinatos e sem qualquer prova contundente que atestasse sua versão, Sano passa a investigar por conta própria e acaba pondo em risco a vida de uma série de pessoas, entre elas, seu assistente Tsunehiko e o lutador de sumô Raiden.
Suas investigações e a insistência em achar a verdade bateram de frente com os interesses de Ogyu e da família Niu, fazendo com que Sano fosse destituído do cargo e, mais adiante, caçado como criminoso pela polícia.
Envolvido até os ossos na história e sem poder recuar, Sano descobre não só o assassino do casal e de outros (!), como também algo muito maior que estava por trás dos crimes: uma conspiração dos filhos dos daimyos (líderes) da região contra o xogum (governante) Tokugawa Tsunayoshi. O plano dos jovens, todos de vinte e um anos, era matar o governante e assumir o poder sobre a região, fato que desencadearia uma sangrenta guerra que duraria por séculos.
Se Sano sobreviveu à caçada e se os jovens conseguiram atingir o objetivo de matar o xogum, são privilégios que somente o leitor do livro terá após percorrer sem qualquer enfado as numerosas páginas de Shinju.
Shinju é meu primeiro romance policial oriental e foi “consumido” em exatos dois dias. O bom ritmo empregado por Rowland e a ânsia em chegar ao desfecho do mistério me auxiliaram nessa empreitada, fazendo com que as 394 páginas fossem muito bem aproveitadas.
O livro é ambientado no Japão e começa com a morte de duas pessoas: um artista, sem grande relevância na sociedade – Noriyoshi; e a filha de um dos mais importantes líderes da cidade – Niu Yukiko. Tudo leva a crer que o casal cometeu shinju (um ritual suicida comum entre os amantes impedidos, por suas famílias, de viverem juntos), porém um mistério muito maior ronda esse crime.
É quando entra na história um samurai, Sano Ichio, que graças a uma boa influência de seu pai, ganhou como padrinho um dos mais importantes samurais da região. Seu padrinho lhe deu um cargo importante da cidade. A partir desse momento, o samurai Sano Ichio passou a ser o Yoriki Sano-san (uma espécie de delegado regional).
A burocracia do novo cargo contrastava com a vida que levava anteriormente como pesquisador e professor de História e seus dias atrás de uma mesa de escritório eram demasiados sofridos para ele. Desta forma, o novo yoriki decidiu ir a campo para “sentir-se vivo”. Esta atiitude irritou seu superior (Ogyu) e tornou sua presença ainda mais incomoda para os demais yorikis que tinham seus cargos passados de pai para filho e não admitam um simples samurai se igualar a eles.
Como punição para seu comportamento indisciplinado, Ogyu encarregou Sano de cuidar da parte burocrática do shinju que acabara de acontecer, foi quando sua vida se transformou por completo.
Deste momento em diante o samurai começa uma severa investigação sobre o shinju e, com a ajuda do médico legista do presídio onde se encontrava o corpo de Noriyoshi, descobre que o mesmo foi assassinado. Sano decidi conversar com a Sra. Niu – madrasta de Yukiko- e fica desconfiado por seu comportamento, principalmente após conhecer seu filho – Niu Masahito.
Desconfiado de quem poderia ter cometido os assassinatos e sem qualquer prova contundente que atestasse sua versão, Sano passa a investigar por conta própria e acaba pondo em risco a vida de uma série de pessoas, entre elas, seu assistente Tsunehiko e o lutador de sumô Raiden.
Suas investigações e a insistência em achar a verdade bateram de frente com os interesses de Ogyu e da família Niu, fazendo com que Sano fosse destituído do cargo e, mais adiante, caçado como criminoso pela polícia.
Envolvido até os ossos na história e sem poder recuar, Sano descobre não só o assassino do casal e de outros (!), como também algo muito maior que estava por trás dos crimes: uma conspiração dos filhos dos daimyos (líderes) da região contra o xogum (governante) Tokugawa Tsunayoshi. O plano dos jovens, todos de vinte e um anos, era matar o governante e assumir o poder sobre a região, fato que desencadearia uma sangrenta guerra que duraria por séculos.
Se Sano sobreviveu à caçada e se os jovens conseguiram atingir o objetivo de matar o xogum, são privilégios que somente o leitor do livro terá após percorrer sem qualquer enfado as numerosas páginas de Shinju.
